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meu amor?

Bóra retomar o blog, mas hoje vai de copy paste.
Me deparei com esse texto daquele jeito que a gente nem sabe como, sabe?
Clica aqui, clica acolá, entra no perfil de um amigo do amigo no FaceBook, lê um post que te leva a outro, daí checa a fonte (nem sempre…) e chega no Fabrício Carpinejar…
Sei, sei… já devia tê-lo conhecido, já devia tê-lo lido, já devia ter me apaixonado por ele… mas é aí que me dou conta que tudo tem o seu tempo certinho de acontecer. E chego a conclusão que não tinha jeito mais lindo de eu conhecer Fabrício Carpinejar.
….
MEU AMOR
Todo mundo repara ou lembra quando empenhou a primeira vez eu te amo numa relação.
Qual o momento exatamente. O dia, a hora, os minutos. Após o sexo, embevecido. Ou no cinema escorregando as palavras num beijo. Ou antes de um aceno ao trabalho.
Aquele eu te amo que rodopiou na garganta até ganhar a forma da boca. Aquele eu te amo que fora ensaiado em diversos momentos de alegria, e recuou por vergonha.
Quando ele vem, é um balbucio: estranho, inseguro, desajeitado como um pedido de desculpa.
Sim, o primeiro “eu te amo” é um pedido de desculpa:
– Desculpa, eu te amo.
– Desculpa, eu me ferrei.
– Desculpa, não quis, só que aconteceu.
O primeiro eu te amo é uma série vitoriosa de fracassos. Fracasso da amizade (não consigo ser mais seu amigo). Fracasso da independência (não consigo mais viver longe de você). Fracasso da mentira (não consigo mais mentir para você).
A declaração aparece tímida. Temos que sempre repetir – este é o constrangimento. O primeiro eu te amo nunca é ouvido. E ainda enfrentaremos a pergunta desconfiada de nossa companhia: “O que você disse?”.
Ai, como é sufocante. Muitos mentem e, já acovardados, não insistem. Expor o eu te amo parte de uma tontura, repetir é embriaguez.
O primeiro eu te amo surge com voz de adolescente, aquele timbre indefinido, arenoso: metade infância, metade adulto. Soprado, sussurrado, comovido.
É um caminho sem volta. Um desabafo que se consome em decisão e que se impõe como destino. Depois não tem como alegar que errou, que se confundiu, não há retratação possível, seu advogado não poderá construir nenhuma versão convincente para desfazer o mal-entendido.
Mas o primeiro eu te amo, ainda que represente uma estreia da vida a dois, é discreto diante de outro movimento dos lábios que costuma passar despercebido.
Quando chamamos o nosso par de “Meu Amor”. Quando personificamos o Amor.
Quando ele deixa de ser um nome, alguém, para ser o nosso próprio sentimento.
Quando abandonamos seu registro, seu batismo, para tratá-lo como se fosse a nossa emoção encarnada.
Não tem como consertar, a projeção virou realidade. É quando realmente confiamos nossa individualidade.
É amor para cá, é amor para lá, é amor para acordar, é amor para dormir, é amor para pedir qualquer coisa, é amor no e-mail, no telefone, nos cartões. É amor amor amor infinito, dobrado, multiplicado, incansável.
Está feito o estrago. Se nos despedirmos, se nos separarmos, não estaremos nos afastando de uma pessoa, e sim do Amor.
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é tempo de mudança

Mudar às vezes é díficil. É preciso paciência e determinação. E essas são duas coisas que não tenho.

Mas de tanto bater a cabeça acho que agora é tempo de mudar. Mergulhar no mundinho de Pri, entender minhas qualidades e defeitos pra eu viver melhor comigo e com o mundo.

Queria, de verdade, parar o tempo e pedir pra descer. Entrar em um ano sabático, but não dá pra ter tudo nessa vida, né?

E de todo esse processo que vem por aí, uma coisa é certa: quero sorrir mais.

No livro Princesas Desconhecidas e Esquecidas (escrevi sobre ele no último post) tem uma frase que não sai da minha cabeça “Não sorrir é como deixar de regar as plantas“.

Não quero deixar meu jardim morrer. Então, bóra viver um dia de cada vez com paciência e determinação. E como diz minha querida amiga e professora Mel Vieira: “sempre com leveza e suavidade.

Pra começar as mudanças e não deixar as listinhas de lado (isso não quero mudar não), tentei fazer desse carnaval um feriado mais especial pra mim mesma.

1. fucei o baú e reencontrei e reeditei imagens já esquecidas.
(algumas entrarão aqui em breve)

2. aparei as madeixas bem curtinhas

eu, eu and eu

3. bordei um novo quadrinho pra porta do meu quarto. Assim não esqueço as necessidades básicas da vida.

nada de viver sem poesia

4. encarei a câmera digital e fotografei meus sobrinhos lindos

Lorenzo, bonachão

Nicoleta, uma sapeca

5. andei de bicicleta debaixo de chuva com meu amor, como há muito tempo não fazia.

garoa que lava a alma

Bom começo, não?

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saudades mexicanas

Finalmente terminei meu bordadinho Viva México para a série Lugares para se Apaixonar.

E daí bateu uma saudadezinha de viajar com meu geógrafo.

pimentas e amores

de pertinho...

...

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