Arquivo da categoria: bordado

é tempo de mudança

Mudar às vezes é díficil. É preciso paciência e determinação. E essas são duas coisas que não tenho.

Mas de tanto bater a cabeça acho que agora é tempo de mudar. Mergulhar no mundinho de Pri, entender minhas qualidades e defeitos pra eu viver melhor comigo e com o mundo.

Queria, de verdade, parar o tempo e pedir pra descer. Entrar em um ano sabático, but não dá pra ter tudo nessa vida, né?

E de todo esse processo que vem por aí, uma coisa é certa: quero sorrir mais.

No livro Princesas Desconhecidas e Esquecidas (escrevi sobre ele no último post) tem uma frase que não sai da minha cabeça “Não sorrir é como deixar de regar as plantas“.

Não quero deixar meu jardim morrer. Então, bóra viver um dia de cada vez com paciência e determinação. E como diz minha querida amiga e professora Mel Vieira: “sempre com leveza e suavidade.

Pra começar as mudanças e não deixar as listinhas de lado (isso não quero mudar não), tentei fazer desse carnaval um feriado mais especial pra mim mesma.

1. fucei o baú e reencontrei e reeditei imagens já esquecidas.
(algumas entrarão aqui em breve)

2. aparei as madeixas bem curtinhas

eu, eu and eu

3. bordei um novo quadrinho pra porta do meu quarto. Assim não esqueço as necessidades básicas da vida.

nada de viver sem poesia

4. encarei a câmera digital e fotografei meus sobrinhos lindos

Lorenzo, bonachão

Nicoleta, uma sapeca

5. andei de bicicleta debaixo de chuva com meu amor, como há muito tempo não fazia.

garoa que lava a alma

Bom começo, não?

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saudades mexicanas

Finalmente terminei meu bordadinho Viva México para a série Lugares para se Apaixonar.

E daí bateu uma saudadezinha de viajar com meu geógrafo.

pimentas e amores

de pertinho...

...

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bordando…

Bordando por aí.
Da série cadeiras de pendurar:

no jardim de Eli

de pertinho...

Da série Lugares para se Apaixonar:

sempre Paris

de pertinho...

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mais uma do seu quintana

Esse poema estava marcado em um outro livro de bolso que tenho dele: Antologia Poética, publicado pela L&M POCKET.
Muitas vezes prefiro as edições de bolso, são fáceis de carregar, folhear, marcar, dialogar, anotar. Sim, tenho o péssimo hábito (ou não) de escrever nos meus livros.

Auto Retrato

No retrato que me faço
– traço a traço –
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore…

às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança…
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão…

e, desta lida, em que busco
– pouco a pouco –
minha eterna semelhança,

no final, que restará?
Um desenho de criança…
Corrigido por um louco!

Mário Quintana

……………..

tenho sentido vontade de bordar pequenos versos por aí…

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bom dia com Mário Quintana

ando colecionando escritos de Mário Quintana para bordar.

Hoje abri um livro dele que tenho da época do colégio, talvez até de antes do colégio. Um livro da coleção Literatura Comentada publicado pela Editora Nova Cultural em 1990. Não é o que mais gosto, não é o mais bonito, mas foi o primeiro que achei na prateleira de casa. Abri aleatoriamente, numa página qualquer e este foi o poema que li…

Pequeno Poema de Após a Chuva

Frescor agradecido de capim molhado
Como alguém que chorou
E depois sentiu uma grande, uma quase envergonhada alegria
Por ter a vida
Continuado…

……..

Bela maneira de iniciar essa nova etapa da minha vida onde pretendo ter um encontro diário com poemas, desenhos e bordados.

 

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chega de lero-lero

Hoje eu e dona Joana Salles fomos ao SESC Pinheiros participar da oficina de bordado do grupo Matizes Dumont. Infelizmente, não conseguimos entrar porque a turma já estava lotada, mas conversamos com a Sávia – o que já foi pra lá de bom – e ela nos convidou a bordar um painel sobre o Rio São Francisco.

Este painel já rodou inúmeras cidades e vem sendo bordado por várias pessoas que, através da linha e agulha, colaboram na construção artística de um manifesto em favor da preservação do Rio São Francisco. Nem preciso dizer o quanto foi gratificante fazer parte desse processo.

Enfim… acabamos ficando por lá até o final da oficina, que terminou com uma ciranda de roda e a música Saúde de Rita Lee.

Na verdade verdadeira, soltaram a música no aparelho e, no exato momento em que a letra ia começar a ser cantada, a luz acabou no SESC Pinheiros. O jeito foi apelarmos para a memória e cantarmos todas juntas.

Foi divertido e acho que a letra dessa música me caiu é muito bem.

Bóra cantar?

Saúde
Composição: Rita Lee/Roberto de Carvalho

Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor

Mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha
Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim

Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais

Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz

Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar, não!
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais

Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz