tentando ver, mas meu olhar anda um tanto turvo, embaçado, cheio de reflexos…
confesso que tá difícil
aquele desejo de parar o tempo continua a me perseguir ou eu continuo a perseguí-lo… enfim, é tanta correria, que já não sei quem é o coelho branco ou quem está atras de quem. Mas isso pouco importa. Na verdade, tenho passeado muito em São Paulo e gostaria de compartilhar um pouco do que tenho visto aqui no meu blog.
É mais um Pri Recomenda. Só que dessa vez juntei um bocado de coisas bacanas em um só post:
INDIA!
no Centro Cultural Banco do Brasil
Um exposição que reúne arte antiga, vestuário, fotos lindas de Raghu Rai e Raghubir Sing (este último eu gostei bastante), arte contemporânea em diversos suportes. Vale muito a pena se permitir conhecer um pouco sobre essa cultura tão rica, milenar e diferente da nossa.
Até 29 de abril de 2012
Rua Álvares Penteado, 112 – Centro
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PINA 3D
no cinema
Um documentário de Win Wenders a respeito das coreografias de Pina Bausch. Coreografias lindas em locações maravilhosas. Não gosto muito dessa experiência em 3D, mas acho que até faz sentido nesse filme. Tem que correr porque já deve estar saindo de cartaz.
Para saber mais
www.pina3d.com.br
Para saber onde está passando em SP
guia da folha
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ALBERTO GIACOMETTI
na Pinacoteca do Estado
Essa terei que ver de novo e talvez de novo. Demos uma passada rápida, então não valeu. A exposição apresenta as várias linguagens utilizadas pelo artista durante a sua trajetória. É pra apreciar com cuidado, olhar o gesto da espátula, os detalhes de esculturas tão gigantes e tão frágeis.
Até 17 de junho de 2012
Praça da Luz, 02
para saber mais
Pinacoteca do Estado de São Paulo
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LYGIA PAPE – ESPAÇO IMANTADO
na Estação Pinacoteca
Lindo! Sabe aquelas obras que faz a gente ter vontade de ser artista, de fazer arte? Foi assim que saí dessa experiência.
É uma retrospectiva da artista com vídeos, gravuras, pinturas, esculturas e instalações, mas que deixa a gente com a sensação de querer ver mais e mais. Eu tinha visto algumas obras dela durante a faculdade, mas ainda não tinha ido a nenhuma exposição. Me apaixonei.
Não pode perder!
Até 13 de maio de 2012
Largo General Osório, 66 – Centro
para saber mais
Estação Pinacoteca
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Tem ainda, mas não vi:
OCUPAÇÃO ANGELI
no Itaú Cultural
MANUEL ÁLVAREZ BRAVO: FOTOPOESIA
no IMS
e mais um montão por aí…
Hoje, domingo, decidi ir de bike até o Museu da Casa Brasileira.
Logo de cara fiquei bem feliz com a quantidade de ciclistas nas ruas. Tudo bem, é domingo, mas tive a sensação de que cada vez mais tem mais gente tentando driblar o medo de pedalar numa cidade como São Paulo.
No entanto, na Av. Cidade Jardim com a Faria Lima tive minha primeira decepção. Decidi andar bem próxima a calçada por não me sentir segura em pedalar em uma avenida tão movimentada e eis que um motorista grita em minha direção: VAI CAIR! VAI CAIR! e passa gargalhando. Me pergunto: quão estúpido pode ser o ser humano?
Ok. Entrei no MCB, descansei, li meu livro e resolvi voltar pra casa. Outra decepção:
Descendo a Av. Sumaré há vários cruzamentos e entradas à direita para retornos. Em todo trajeto me mantive bem visível na faixa da direita sinalizando que seguiria em frente. Eis que outro motorista passa por mim e grita: VÁ ANDAR NA CICLOVIA! Pergunto a ele: QUAL CICLOVIA? ME MOSTRE. Ele e seu amigo apontam para o canteiro que divide a avenida. Me questiono novamente: quão estúpido pode ser o ser humano?
Ando quase todos os dias pela Av. Sumaré e juro, nunca vi um ciclista pedalando naquilo que chamam de “ciclovia” simplesmente porque é impossível pedalar nesse trajeto que leva nada a lugar nenhum, é repleto de buracos, é improvisado e que não possui manutenção há anos.
Vale lembrar que a BICICLETA é sim um MEIO DE TRANSPORTE, portanto, pode e deve ser utilizado nas ruas (não em calçadas). Além disso todo motorista deve, por lei, respeitar uma distância lateral de um metro e meio ao ultrapassar uma bicicleta.
Não sou cicloativista, não faço parte de nenhum movimento, mas acredito que o respeito é o primeiro passo para o compartilhamento saudável do espaço urbano.
Onde vamos parar?
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Para entender um pouco mais a situação da ciclo(qualquercoisa) da Av. Sumaré leia algumas das matérias abaixo: http://aexecutiva.blogspot.com/2010/07/cicloqualquercoisavia-da-sumare.html http://smiletic.com/2011/01/28/ciclovia-avenida-sumare/ http://vadebike.org/2008/11/ciclo-ias-nao-sao-a-solucao-milagrosa/eba! finalmente estão nas paredes!
São gravuras que comprei em 2008 e até agora estavam guardadas. Bom vê-las na cabeceira da cama.
Aproveitei para colocar dois bastidores também na parede: um sobre peixes (estampa da minha amiga querida Joana Salles) e outro sobre amor e México.
Ainda quero fazer outros quadrinhos para pendurar junto com esses. Adoro esse movimento de ver, rever e enfeitar a nossa casa.
Mudar às vezes é díficil. É preciso paciência e determinação. E essas são duas coisas que não tenho.
Mas de tanto bater a cabeça acho que agora é tempo de mudar. Mergulhar no mundinho de Pri, entender minhas qualidades e defeitos pra eu viver melhor comigo e com o mundo.
Queria, de verdade, parar o tempo e pedir pra descer. Entrar em um ano sabático, but não dá pra ter tudo nessa vida, né?
E de todo esse processo que vem por aí, uma coisa é certa: quero sorrir mais.
No livro Princesas Desconhecidas e Esquecidas (escrevi sobre ele no último post) tem uma frase que não sai da minha cabeça “Não sorrir é como deixar de regar as plantas“.
Não quero deixar meu jardim morrer. Então, bóra viver um dia de cada vez com paciência e determinação. E como diz minha querida amiga e professora Mel Vieira: “sempre com leveza e suavidade.“
Pra começar as mudanças e não deixar as listinhas de lado (isso não quero mudar não), tentei fazer desse carnaval um feriado mais especial pra mim mesma.
1. fucei o baú e reencontrei e reeditei imagens já esquecidas.
(algumas entrarão aqui em breve)
2. aparei as madeixas bem curtinhas
3. bordei um novo quadrinho pra porta do meu quarto. Assim não esqueço as necessidades básicas da vida.
4. encarei a câmera digital e fotografei meus sobrinhos lindos
5. andei de bicicleta debaixo de chuva com meu amor, como há muito tempo não fazia.
Bom começo, não?
Completamente apaixonada pelo livro Princesas Esquecidas e Desconhecidas, de Philippe Lechermeier e ilustrado por Rebecca Dautremer.
Desde que, no ano passado, minha amiga Eliza me apresentou o livro Enamorados da mesma ilustradora, procuro o livro Princesas… em português aqui no Brasil, mas nadica de encontrar.
Daí há algumas semanas, na Livraria da Vila, estava a venda esse mimo: uma caixinha com o livro, um caderno e postais com as ilustrações das Princesas…
Um único senão: tudo em espanhol. Mas não teve jeito, não resisti e me dei de presente.
é simplesmente lindo. Tudo lindo: as histórias, a diagramação, as ilustrações.
Pena que a edição em português esteja esgotada.
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Para conhecer outros trabalhos:
Philippe Lechermeier – www.philippelechermeier.fr
Rebecca Dautremer - www.rebeccadautremer.com